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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Posted by Microbiall On 06:28 0 comentários

FELIZ ANO NOVO!!!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Posted by Microbiall On 07:07 0 comentários

Black Ops se prepara para invadir os video games

Call of Duty: Black Ops é um dos lançamentos mais aguardados do ano, todavia analistas já da Cowen & Company acreditam que o título deve vender menos do que Modern Warfare 2

Segundo Doug Creutz, da Cowen & Company, a nova edição da franquia deve faturar 10% menos do que seu predecessor, Call of Duty: Modern Warfare 2, e sugere que a Activision estude cuidadosamente suas estratégias de marketing e gerenciamento.

Alheio as previsões de Creutz, o chefão da Activision — Bobby Kotick — está empenhado em promover o título e acredita que Call of Duty: Black Ops baterá o recorde estabelecido por Modern Warfare 2, o de jogo com a estreia mais lucrativa.

Enquanto isso, outras novidades agitam o mundo de CoD, a mais recente vem direto da Treyarch, desenvolvedora de Black Ops. Segundo a empresa a nova edição da franquia contará com os mesmos quatro níveis de dificuldade presentes em praticamente todos os jogos da série: Recruit, Regular, Hardened e Veteran.

Como de costume o jogador passa por uma breve sequencia de treinamento para determinar a dificuldade mais adaptada as habilidades do jogador. Feita a escolha você embarca nas missões, entretanto, agora você poderá mudar a dificuldade a qualquer momento.

Assim, você pode começar em um nível mais difícil e se as coisas esquentarem demais poderá baixar a “temperatura” e mudar para um nível mais acessível. O sistema já causa controvérsia,pois não foi especificado como ele funcionará dentro do jogo.

Fãs puristas acreditam que jogadores menos “qualificados” poderão burlar o jogo e terminar a campanha na dificuldade mais elevada mesmo tendo jogado todos os estágios no nível mais fácil.

Outro ponto que causa comoção entre os usuários é a onda de censura e restrições a Call of Duty: Black Ops. Depois de a Alemanha confirmar que censuraria várias partes do jogo, agora é o Japão que revela modificações no jogo para que este cumpra as condições da CERO — organismo de classificação etária dos jogos no Japão.

Mas sem sombra de dúvida o ponto de maior divergência entre os jogadores reside nas declarações do diretor de marketing e entretenimento da divisão Xbox, Stephen McGill. Segundo o executivo é “obvio que o Xbox 360 é o melhor console para se jogar Call of Duty: Black Ops”.

"Obviamente todos sabem que o melhor lugar para se jogar Black Ops é no Xbox 360.”

Vale lembrar que durante a última Electronic Entertainment Expo a Microsoft anunciou uma parceria com a Activision garantindo a exclusividade temporária de todos os futuros pacotes de conteúdo adicional da série Call of Duty. Além disso, a Activision parece ter “esquecido” de colocar a logo do PlayStation em vários pôsteres promocionais de Call Of Duty: Black Ops.

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Mas algumas pessoas não estão nem um pouco preocupados com toda esta comoção. Isso porque um grupo de homens armados com pistolas semiautomáticas invadiu um shopping e roubaram mais de 100 cópias do jogo.

Os ladrões invadiram a loja Gamestop do shopping Bel Air — em Maryland, nos Estados Unidos — e levaram dinheiro, consoles e quatro caixas com mais de 100 unidades do jogo Call of Duty: Black Ops.

Para fechar a megasseção Call of Duty, já estão circulando os primeiros comentários sobre o desempenho de Black Ops no Nintendo Wii e eles não são nada promissões. Aparentemente os gráficos estão ótimos, se o jogo fosse para o PlayStation Portable.

Segundo um usuário do fórum NeoGAF o jogo está horrível, porém a jogabilidade é excelente. Os níveis iniciais são os piores e visualmente falando Black Ops está pior do que Word at War. Entretanto, o mesmo usuário faz questão de apontar que os gráficos melhoram um pouco nas fases finais e que a jogabilidade é ótima; tão boa quanto a de GoldenEye 007.

Posted by Microbiall On 07:01 0 comentários

Mais de 5 milhões de cópias de Super Mario Galaxy 2 já foram vendidas


Ao se tratar de Super Mario Galaxy 2, já se esperava um resultado astronômico de vendas: 5,1 milhões de cópias vendidas mundialmente, segundo o último relatório financeiro da Nintendo. Porém, não é apenas o título para Wii que anda fazendo sucesso no mercado. Pokémon Black/White conseguiu vender mais de 4,07 milhões de unidades somente no Japão.
Apesar de a Nintendo mostrar números impressionantes, ela revelou que os negócios não estão indo tão bem para os portáteis. Entre abril e setembro deste ano foram vendidos 6,69 milhões de DSi, enquanto que para 2009 a marca foi de 11,7 milhões no mesmo período. A venda de softwares para o DS também está em queda, caindo de 71,15 milhões de jogos vendidos no ano passado para 54,84 milhões.
Para melhorar a situação, a companhia prepara o lançamento do 3DS para o mês de fevereiro no Japão. A expectativa é de vender 4 milhões de unidades do portátil e 15 milhões de softwares para ele antes do fim de março de 2011.

Posted by Microbiall On 05:09 0 comentários

Próximo Resident Evil possivelmente “nas mãos” da Slant Six Games


A desenvolvedora da franquia SOCOM pode estar trabalhando no próximo jogo da tão conhecida série Resident Evil. Um documento encaminhado ao pessoal do site Kotaku sugere que a Slant Six Games está atualmente criando um Resident Evil baseado em grupos de combatentes.
Segundo as informações relatadas no texto, a desenvolvedora de SOCOM: U.S. Navy SEALs Confrontation está contratando novas pessoas para que a equipe de desenvolvimento de Vancouver (Canadá) possa dar continuidade ao projeto. No documento, o nome do novo game é Resident Evil: Raccoon City.
Enquanto a Capcom não quis comentar com base em rumores em especulações, o site oficial da Slant Six Games indica que a companhia está realmente desenvolvendo um “projeto novo e incrível”... Ainda não anunciado. O projeto em questão está sendo desenvolvido em conjunto com uma “parceira distribuidora de uma franquia de classe mundial”.
Além disso, vários empregados e ex-funcionários possuem perfis no site LinkedIn que mostram trabalhos em um “jogo de ação multiplayer” para PlayStation 3 e Xbox 360... Também não anunciado. Outro fato interessante é que, em março deste ano, a Slant Six requisitou os serviços de alguém que soubesse interpretar e traduzir textos em japonês.
Pelo visto, ainda não é possível confirmar o fato e os gamers devem aguardar por novas informações sobre esse possível desenvolvimento até que seja feito um anúncio oficial.

sábado, 6 de novembro de 2010

Posted by Microbiall On 21:45 0 comentários

Xbox LIVE e Kinect chegam oficialmente ao Brasil ainda em novembro


Ótimas novidades para os gamers brasileiros: hoje pela manhã, a Microsoft finalmente anunciou a chegada do acessório Kinect ao Brasil, ao lado da rede online Xbox LIVE, que deve agitar o mercado nacional de jogos. Os lançamentos ocorrerão a partir da próxima semana e já têm preços oficiais.
O Kinect
O acessório está sendo lançado hoje nos Estados Unidos, mas chegará ao Brasil somente no dia 18 de novembro, conforme divulgado oficialmente pela fabricante. O maior problema para os brasileiros é o preço: aqui ele custará R$ 599, ou seja, mais que o dobro do visto em territórios internacionais — de apenas US$ 150, aproximadamente R$ 280 se já forem consideradas as taxas e impostos.
O dispositivo reconhece automaticamente os movimentos e gestos dos jogadores, combinando em uma única peça a câmera RGB, o sensor de profundidade e um microfone multiarray — capaz de conhecer vozes individualmente, transformando o jogador no controle.
A combinação da tecnologia com os usuários permite a interação rápida e intuitiva com os menus dos consoles, filmes, músicas e programas de TV, ainda que até o momento somente sejam reconhecidos os idiomas inglês e espanhol. O sistema integrado leva o nome Kinect Hub e reúne as principais opções de entretenimento em uma única interface.
Todos os modelos de Xbox 360 existentes no mercado serão compatíveis, bem como as tecnologias de televisão, ainda que a Microsoft alerte que nem todas serão capazes de oferecer
a maior fidelidade visual (o que já é sabido por todos).
O presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, afirmou que “o Kinect representa um divisor de águas para o mercado de games. Ele transforma completamente o modo de jogar, colocando o usuário no controle”. A aposta da companhia é grande, em vista dos enormes gastos nas campanhas de divulgação e na mais recente projeção de vendas, pela qual a Microsoft estima vender mais de cinco milhões de unidades até o final do ano.
Jogos, mas não para todos os gostos
O pacote oficial do Kinect conterá o jogo Kinect Adventures!, o qual leva os jogadores a uma aventura rio abaixo. Durante a partida, o bote deve ser conduzido para os lados ou entrar em estado suspenso, sempre que os jogadores saltam em frente às câmeras.
O lançamento nacional virá acompanhado de mais quatro jogos para a plataforma, todos com legendas em português (mas provavelmente ainda sem dublagens, como as vistas em jogos como Halo: ODST). Cada um custará R$ 149,00 nas lojas. O lançamento internacional mais uma vez leva vantagem, por contar com 15 jogos. Confira a lista e as descrições cedidas pela Microsoft, via Press Release:
"Dance Central": O primeiro game de dança, de corpo inteiro, sem controle, para novatos e experientes realizarem coreografias livres de suas músicas preferidas.
“Kinectimals”: Memórias da primeira viagem ao jardim zoológico vêm à tona quando um filhote de tigre de bengala de olhos arregalados e colegas brincando aparecem na tela. O "Kinectimals" convida crianças, pais e amantes de animais de todas as idades para construir amizades duradouras com algumas das criaturas mais exóticas do mundo. Assim como animais de estimação reais, o seu "Kinectimals" virá correndo quando ouvir sua voz, responderá a comandos como "Pula", "Rola" e "Finge de morto", e irá ronronar de alegria quando você acariciá-los atrás das orelhas.
“Kinect Joy Ride”: Esse é o primeiro simulador de jogo de corrida livre que irá levar a turma a fazer a melhor viagem de suas vidas sem a necessidade de ter carteira de motorista. O "Kinect Joy Ride" reinventa as corridas de kart, acrescentando saltos e acrobacias de corpo inteiro. Com uma série de recursos e modos de jogo, é possível se reconhecer um Ayrton Senna das pistas, ser um co-piloto ou formar uma equipe para percorrer o mundo com os amigos.
“Kinect Sports”: Transforme a sala em um estádio, uma pista de boliche, um campo de futebol, uma arena ou pista, e torne-se um astro do esporte. O "Kinect Sports" oferece opções de jogar futebol, vôlei de praia, boliche, tênis de mesa, atletismo e boxe.
O Brasil entra na rede online: a Xbox LIVE
A novidade mais aguardada pelos jogadores brasileiros é indiscutivelmente a chegada da Xbox LIVE. O serviço terá uma versão nacional já a partir do dia 10 de novembro e integrará os jogadores locais à comunidade internacional — a qual engloba mais de 25 milhões de usuários.

A maior parte dos serviços estará disponível desde o primeiro dia, tais como conexões multiplayer, listas de amigos, Gamerscores (os sistemas de pontuações dos jogadores) e a LIVE Marketplace, pela qual muitos dos jogos Arcade serão distribuídos. No entanto, haverá uma diferença nas datas de lançamentos para os jogos. A justificativa está nos processos nacionais de aprovação de conteúdos, que de uma forma geral independe das ações da Microsoft.
Aqueles que já possuem contas internacionais para jogar online não precisam se preocupar, pois haverá um extenso trabalho de migração de contas, conforme observou Guilherme Camargo, o gerente de Xbox 360 na Microsoft Brasil. O objetivo da companhia é oferecer aos brasileiros a mesma qualidade de serviço encontrada lá fora.
O sistema de assinatura aceitará cartões de crédito nacionais para a compra de jogos e outras tarefas, mas as lojas também oferecerão cartões de crédito. Os preços variam de acordo com os pacotes e com a duração da contratação do serviço, conforme vistos na tabela abaixo:
Online
Varejo (Card)
1 mês – R$ 15,00
3 meses – R$ 55,00
3 meses – R$ 39,00
12 meses – R$ 129,00
12 meses – R$ 89,00
1500 pontos – R$ 49,00
500 pontos – R$ 12,50
4500 pontos – R$ 145,00
1000 pontos – R$ 25,00

2000 pontos – R$ 50,00

5000 pontos – R$ 125,00


Novo Xbox 360 nas versões 4GB e 250GB
O novo modelo de Xbox 360 virá com 4GB ou 250GB e Wi-Fi 802.11n embutido. O visual do console foi retrabalhado e agora acompanha o Kinect, além de ser mais leve e ter botões sensíveis ao toque. As duas versões virão com Alan Wake e Forza 3, além do cabo HDMI. Esse novo bundle estará disponível a partir da segunda quinzena de Novembro.

Outra das novidades é o Chatpad, o acessório que permite ao jogador digitar mensagens para os amigos online enquanto joga. Chega também ao mercado o Wireless headset, para os usuários se comunicarem com os outros via mensagem de voz. Há ainda o Data Transfer cable, para a transferência de dados de um console para outro.
Os novos Xbox 360 serão vendidos por R$ 1.299 e R$ 1.899, para as versões de 4 e 250 GB, respectivamente. Os modelos antigos (Arcade e Elite) terão descontos acentuados, indo para R$ 999 e R$ 1.399, contendo os jogos Fable 2 e Banjo-Kazooie: Nuts & Bolts, além do cabo HDMI. Mais uma vez, a lista abaixo ilustra melhor a variação dos preços:
Xbox 360 Arcade (modelo antigo) — R$ 999;
Xbox 360 4 GB (modelo atual) — R$ 1.299;
Xbox 360 Elite (modelo antigo) — R$ 1.399;
Xbox 360 250 GB(modelo atual) — R$ 1.899.
Os preços para os consoles e periféricos estão bem “salgados”, mas estamos confiantes de que a Microsoft está dando um passo importante para a indústria nacional e que aos poucos veremos mais reduções, além de custos equilibrados para os jogos distribuídos digitalmente.
Games como Too Human, PGR 4 e Halo Wars já passaram por cortes de preços e a partir de hoje passarão a ser vendidos por R$ 79 na maioria das lojas de jogos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Posted by Microbiall On 13:58 0 comentários

Naruto Shippuden: Ultimate Ninja Storm 2


Naruto Ultimate Ninja Storm trouxe o estilo da série Ultimate Ninja para a atual geração. Agora, é hora de Ultimate Ninja Storm 2 levar a pancadaria clássica do “Ninja da Aldeia da Folha” também para o Xbox 360, ocupando-se ainda de estrear na atual geração o arco de histórias Shippuden — fase adolescente de Naruto e Cia. —, para qual a CyberConnect2 desenvolveu uma narrativa entremeada de efeitos dramáticos.

Com Ultimate Ninja Storm 2, a desenvolvedora CyberConnect2 manteve estilo semelhante ao do seu antecessor. Há a combinação entre os visuais apurados dos animes com porções bojudas de história e batalhas frenéticas. Os gráficos também mantém seu estilo clássico, com efeitos cel-shaded (o popular efeito cartum) e ambientes tridimensionais. Complementando o estilo cartunesco, os planos de fundo do jogo trazem belos traços feitos à mão.

Sob seu controle, um dos 40 personagens da série. Entretanto, assim como ocorria no primeiro título, você iniciará escolhendo três personagens, que podem ser trocados livremente durante as batalhas. O sistema de combate clássico também atravessou diversas melhorias. A desenvolvedora também resolveu dar maior atenção ao feedback proporcionado pelos fãs do primeiro jogo.

Entre os pedidos dos fãs, aparecia uma quantidade ainda maior das pitorescas batalhas contra chefes do primeiro jogo. Desejo atendido, e o melhor exemplo é a luta contra Kakashi. Embora a primeira parte do embate se dê de forma bastante previsível, após o sensei perder uma quantidade considerável de energia, uma cena de corte traz cenas de animação, e aparecem os já tradicionais mini games — nesse caso, aperte desesperadamente os botões para carregar o máximo possível uma explosão de energia. O mesmo padrão se repete em outros chefes.

Posted by Microbiall On 13:25 0 comentários

The Lord of the Rings: Aragorn's Quest

Versão para o console da Sony vem acompanhada de muitos deslizes técnicos

Com a destruição do grande anel e de Saruman, uma era de paz e de reconstruções finalmente paira sobre a Terra Média. Muitos dos heróis partiram rumo a novas descobertas, no entanto, Samwise Gamgee — eterno escudeiro de Frodo — decidiu permanecer no Condado, servindo à comunidade no papel de prefeito.

A vida também trouxe uma esposa e quatro filhos ao nobre Hobbit, que agora tem como dever renarrar todos os fatos aos pequenos da região.


É a partir da imaginação das crianças que se desenvolve parte de The Lord of the Rings: Aragorn’s Quest. Inimigos são idealizados e surgem como espectros, fora da narrativa central, enquanto a história de Aragorn recebe um visual bem mais leve, com traços desenhados e pouquíssima violência.

Infelizmente, a versão para PlayStation 3 é uma mera conversão do jogo lançado para Wii, tendo recebido um tratamento inadequado no que diz respeito aos controles e aos gráficos. Abaixo, você confere a análise completa do Baixaki Jogos.

Aprovado
Cooperativo livre de restrições

Não importa se Gandalf esteve ou não presente em certos pontos da jornada descrita por Tolkien. The Lord of the Rings: Aragorn’s Quest toma muitas liberdades frente à narrativa (uma vez que a saga foi transformada em um conto para crianças), permitindo que o segundo jogador pegue os controles e saia disparando rajadas mágicas contra os oponentes a qualquer instante.

Toda a campanha pode ser jogada dessa forma. No momento em que um dos jogadores se cansar de destruir orcs, bastará um toque sobre o botão Start para que o outro prossiga normalmente pela partida, sem a necessidade de reinícios — o que é praticamente um requerimento para a maioria dos jogos atuais.

A voz dos astros

Em vista da importância de Sam no jogo, sendo ele o grande narrador das histórias, a equipe da Warner Bros. decidiu investir na recontratação do ator Sean Astin, que interpretou o personagem nos filmes da trilogia dirigida por Peter Jackson.

A qualidade das gravações e da própria trilha sonora — que apresenta elementos clássicos, ao lado de ritmos mais acelerados, para as passagens de combate — é incontestável, muito embora o conjunto de animações e efeitos sonoros não mereça grande destaque.


Reprovado

Sem respeito à plataforma

Aragorn’s Quest para PlayStation 3 é uma conversão direta do jogo lançado para o Wii. A falta de cuidado no processo de produção acarretou em problemas por diversas áreas do game (os quais abordaremos mais adiante, nas reclamações referentes aos controles), mas podemos dizer de imediato que os gráficos são os que mais sofreram.

Por todos os cantos do cenário, o que se vê são texturas borradas de baixa qualidade, efeitos cortados de iluminação direta que distorcem o visual da paisagem e um sombreamento que literalmente dança sobre o cenário e pelos corpos dos personagens, quebrando qualquer consistência gráfica remanescente.

É como se, ao aumentar a resolução do game de 480p para 720p, os desenvolvedores tenham simplesmente se esquecido de retrabalhar certos aspectos, transformando o console da Sony em um tipo de emulador para o código nativo. Basta uma olhada rápida sobre a folhagem das árvores para que isso fique extremamente claro, devido à falta de resolução das folhas que balançam, exibindo contornos estourados.

O desempenho também não é dos mais constantes, uma vez que ligeiras quedas na taxa de quadros por segundo podem ser notadas, enquanto o screen tearing (fenômeno que “corta” a imagem, sempre que há a perda de sincronia entre as taxas de atualização da televisão e do sinal enviado pelo console ou computador) rola solto pela tela, dividindo a imagem em duas partes.

Ainda no que diz respeito a falhas técnicas, temos o problema constante de objetos surgindo e desaparecendo no horizonte — como a própria vegetação, que em uma das curvas pelas fases simplesmente “brotou” na tela — e os vídeos de baixa resolução, que em momento algum aproveitam o potencial da plataforma ou dos discos Blu-ray.


Indecisão gráfica

Não há consistência no estilo artístico do jogo. Partes das paisagens são desenhadas, lembrando animações antigas, enquanto alguns dos personagens (como Legolas) receberam feições extremamente semelhantes às dos atores que participaram dos filmes de O Senhor dos Anéis.

Pode parecer exagero nosso, mas a impressão que fica é a de que todos são anões na tela, tendo alturas semelhantes e desenquadradas em relação aos objetos de cena. Para compensar a similaridade entre as raças, os designers reduziram as pernas de alguns dos participantes do elenco, como Gimli.

O que agrava ainda mais a dissonância visual é a falta de um sistema de iluminação adequado, uma vez que tudo parece chapado na tela, sem a profundidade adequada de imagem.

Caminhos óbvios

A primeira metade de The Lord of the Rings: Aragorn’s Quest é verdadeiramente lenta. As missões de Frodo Gamgee, pelo Condado, servem como ferramenta de aprendizado, recompensando o jogador apenas com algumas moedas. Até mesmo a primeira parte da história de Aragorn se resume a uma caça entediante por objetivos.
Basta seguir de um local ao outro, matando os poucos inimigos que surgem em seu caminho — o que não anima, em vista da jogabilidade extremamente truncada. O ritmo do jogo não muda até as porções mais avançadas dos conflitos da Terra Média, quando finalmente é permitido que o jogador cavalgue pelos cenários.

As missões paralelas são enjoativas e não apresentam reais recompensas aos jogadores, que recebem mais dinheiro ou alguns itens que compõem a lista de referências aos livros.

Espasmos musculares ou dores nos dedos

Você pode tentar pegar leve com o jogo, fazer força para se adaptar aos comandos e até mesmo comprar o PlayStation Move visando obter movimentos livres para suas espadadas, mas não há como negar que os controles em The Lord of the Rings: Aragorn’s Quest são terríveis durante o jogo inteiro.

De um modo geral, o jogo não obedece ao jogador. Em situações nas quais você precisa conferir o mapa ou visualizar o caminho, o que fica no ar é uma sensação de confusão, já que o game pede para você pressionar um botão, mas nada acontece quando o pedido é atendido. O jeito é segurar o botão por alguns segundos ou pressioná-lo como louco, até que haja uma resposta de má vontade na tela.

Os combates sofrem do mesmo mal: as lutas se resumem a meras sessões de Button mashing, isto é: qualquer um que ficar apertando o botão de ataque eventualmente derrotará até mesmo os chefes. A estratégia não é requerida nas lutas e os jogadores que tentarem se dedicar ao desenvolvimento de uma técnica mais apurada de guerra sairão decepcionados, por verem que o jogo não recompensa os mais hábeis.

Com o Move em nossas mãos, ficamos ainda mais frustrados. A jogabilidade torna-se pior por uma série de motivos, dentre os quais podemos destacar:

■Presença de atrasos gravíssimos entre os movimentos e a resposta na tela;
■Falta de precisão na leitura dos comandos, mesmo quando os controles estão devidamente regulados;
■Reconhecimento errôneo dos movimentos (ao tentar dar uma espadada para baixo, você verá que o jogo registra o comando oposto); e
■Ponteiro inconsistente, que fica tremendo na tela, mesmo quando o controle está apoiado sobre uma superfície fixa.
Tudo o que foi citado acima pode ser considerado como reflexo de um trabalho mal realizado na plataforma, já que vimos muitos outros testes positivos com o PlayStation Move. Na prática, os jogadores podem simplesmente virar as costas para a tela e continuar balançando as mãos... É mais fácil fazer isso a tentar coordenar cada corte da lâmina.

Carregando...

Se você pretende circular por todas as áreas existentes no jogo, se prepare, pois a mudança brusca de cenários vem acompanhada de longas sessões de telas de carregamento. O problema não é tão grave, mas é suficiente — quando somado a tudo o que já foi citado nesta análise — para desanimar os jogadores.

O conteúdo das versões para Wii e PlayStation 3 pode ser basicamente o mesmo — e entediante em muitos setores —, mas o jogo se sai melhor no console da Nintendo por apresentar controles melhor adaptados e gráficos compatíveis com o que permite a plataforma.

Tanto com o Move quanto com o DualShock, a resposta é terrível na versão para PS3, frustrando os jogadores até mesmo nas pequenas ações, muito embora o combate fraquíssimo e repetitivo seja o principal responsável pela perda de pontos no que diz respeito à jogabilidade.

Ainda que com temáticas diferentes, os jogos da série LEGO e os próprios episódios de Shrek conseguem traçar estilos de partida similares, oferecendo mais qualidade aos jogadores. The Lord of the Rings: Aragorn’s Quest sinceramente não faz jus à obra de Tolkien e deixa muito a desejar.

Vale a pena?Muitos podem alegar que The Lord of the Rings: Aragorn’s Quest é um jogo mais leve, voltado ao público infantil. No entanto, tal ideia não pode, em momento algum, servir para justificar a falta de qualidade do projeto, notável do início ao fim da campanha principal.